terça-feira, 22 de dezembro de 2009

3ª Sessão - O modelo de Auto-Avaliação no contexto da Escola/Agrupamento

Elvas, 20 de Novembro de 2009



Exmº Sr.
Director do
Agrupamento de Escolas Nº1 de Elvas



Exmº Sr. Director venho por este meio, informar V. Exª da necessidade da implementação do modelo de auto-avaliação da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos.
Vários estudos apontam para o importante papel desempenhado pelas Bibliotecas no sucesso escolar sendo um contributo essencial para o sucesso educativo e um recurso fundamental para o processo ensino aprendizagem.
No processo de auto-avaliação é importante uma tomada de consciência da verdadeira realidade da Biblioteca, até que ponto é ou não importante para a comunidade educativa que tipo de serviços presta e se os que está a prestar são os mais adequados. A auto-avaliação tem um carácter diferente da avaliação externa, Ela pretende através de uma reflexão melhorar e controlar a sua evolução.
Através da auto-avaliação aferir-se-á os pontos fortes, sendo estes um incentivo, e fraquezas, que permitirão traçar um plano estratégico de melhoria com o envolvimento da comunidade educativa. Os pontos fracos só poderão ser identificados quando realizada uma avaliação profunda nos vários domínios.
No entanto é necessária uma avaliação fiável e rigorosa que permita à biblioteca evoluir e ir ao encontro das necessidades dos seus utentes, nomeadamente no que se refere à qualidade do ensino/aprendizagem, praticas de trabalho colaborativo, planificação conjunta de actividades, disponibilização de documentos, actualização do seu fundo documental, desenvolvimento de competências inerentes á própria biblioteca (autonomia).
Para que tal aconteça é necessária uma tomada de consciência, recolha de evidências e análise de dados.
Todo o processo só será viável com a participação de toda a comunidade educativa

Órgão de Gestão - através do apoio, supervisão e articulação na implementação de todo o processo;
Departamentos - articulação com as necessidades do departamento, análise de dados e sugestões;
Docentes – articulação em actividades, disponibilização da turma, planificação da actividade, disponibilidade para recolha de evidências (inquéritos)
Discentes – recolha de evidências (através da aplicação de inquéritos)

O Conselho Pedagógico será atempadamente informado de todo o processo, a fim de acompanhar todo o processo sendo ao nível deste órgão que serão apresentados os resultados, análise critica e sugestões de melhoria.
A avaliação da biblioteca deve estabelecer ligações com a avaliação interna realizada na escola e a mesma poderá ser desenvolvida paralelamente, a fim de minimizar os momentos de recolha de evidências, nomeadamente no que se refere ao preenchimento de inquéritos. Do relatório da Biblioteca deverá transitar uma síntese que integrará o relatório da escola, a fim de que também a biblioteca possa ser alvo de avaliação externa.


Sempre ao dispor para qualquer esclarecimento


A professora bibliotecária
Alexandra Silva

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